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sexta-feira, julho 24, 2015

Furna da Onça x Cachoeira Sete Quedas - Cachoeiras de Macacu

Furna da Onça x Cachoeira Sete Quedas 
- Cachoeiras de Macacu - 


Com cerca de 35m de altura sua beleza chama a atenção principalmente pelo número de quedas subsequentes formadas, sete. Mas, embora esteja aí o glamour da visita, a caminhada é belíssima e trilha limpa e bem marcada que passa por outras quedas e poços.

Partindo de Cachoeiras de Macacu, sentido a Nova Friburgo deve-se abandonar a estrada na segunda derivação à esquerda após a praça do pedágio (há sinalização no local).
Uma íngreme estradinha com pavimentação de cimento que mal dá para um carro. Sobe-se por cerca de 1km, até a placa indicadora do início da trilha, à esquerda.

A subida é fácil, limpa e bem marcada e, em poucos minutos chega-se à derivação que dá acesso á Furna da Onça ou se segue para a Sete Quedas.

Furna da Onça é um encontro de pedras caídas de onde surge, entre elas, uma queda d`água com um pequeno poço a frente.








E ainda um espaço dentro da cachoeira onde se pode deitar, como se estivesse em uma hidromassagem natural.
Voltando à trilha, são mais 20 minutos de ar puro, barulho da água e som dos pássaros, somados ao resplendor de alguns poços e pequenas quedas de água.






 Em cerda de 28 minutos de caminhada que nos leva da cota de 363m à de 486m de altura, chegamos à tão espera e bela cachoeira das Sete Quedas.


É parar, se refrescar, lanchar e preparar para retornar....


                              Vídeo - youtube

                                                           Fotos

                                                                       Pousada Água Cristalina

terça-feira, julho 21, 2015

Pedra do Colégio - Cachoeiras de Macacu

Pedra do Colégio - Cachoeiras de Macacu



Símbolo da Cidade de Cachoeiras de Macacu, no Estado do Rio de Janeiro/Brasil, trata-se de um bloco rochoso de 300m de altura. Localizado há 6km do centro da cidade, seu nome se deve ao fato de os padres jesuítas (no início da colonização) terem utilizado o local para catequização dos índios que ali viviam.
Foi a Pedra do Colégio sede do primeiro campeonato brasileiro de voo livre.

Nossa aventura familiar teve seu início em casa, no centro de Cachoeiras de Macacu, de onde partimos, por volta das 8h em direção ao bairro da Boa Vista, por uma estrada calçada que, logo se apresenta de terra batida mas, com sinais de intensão de pavimentação de parte dela. São somente 6km até uma derivação à direita em aclive. A pequena estrada apresenta piora em seu estado de conservação a cada metro. Chegada à derivação seguimos por cerca de 800m em uma péssima estradinha até uma porteira, que nos indica o início de uma propriedade particular. Aqui deixamos nosso carro. 

Caminhamos cerca de 50m até chegarmos a uma pequena casa de colono, somos recebidos por um senhor que logo nos acena, questionando nossa origem e destino. Após estórias locais que vão desde onça rondando e antigo cemitério jesuíta até tochas e  bolas de fogo que rondam a floresta à noite, somos informados de que a trilha está abandonada, a prefeitura não a tem cuidado e tampouco há sinalização da mesma. Como estamos munidos de um GPS, com a marca da trilha, seguimos por uma estradinha até que em uma acentuada curva para a esquerda, tomamos rumo em direção oposta, adentrando na mata.

A trilha realmente estava fechada em seus primeiros 500m mas, municiados de facões e seguindo nossa rota traçada no GPS levado, avançamos mata à dentro reabrindo a trilha esquecida.

O caminho é íngrime e se acentua continuamente tornando esta, uma trilha que pode ser considerada moderada mas, que se mostra melhor conservada, fresca e bela a cada trecho.


São 2,1km que nos levou 1:40h de caminhada contínua mas lenta. Próximo ao cume, há um veio formado pelo lado esquerdo onde o fluxo de ar é tão grande que o som do vento se assemelha à uma cachoeira.

 O caminho se mantém bem marcado mas há algumas bifurcações que podem deixar dúvidas, então, fazer uso de um guia ou um bom GPS com uma confiável rota, se faz necessário.


O trajeto está coberto de folhas secas e algumas árvores caídas, bastante locas de pedra e, embora não tenhamos encontrado nenhum sinal de, cuidado contra cobras devem ser tomados, observando-se onde pisa.

Nos últimos metros a trilha fica ainda mais acentuada, bastante íngreme e um pouco mais fechada, a claridade do sol e pedacinhos do céu anunciam que nosso objetivo está próximo, aos poucos, as árvores altas diminuem e surgem uma vegetação mais baixa.


O topo ainda está com muito mato, merecia uma pequena limpeza. Encontramos sinais de uma fogueira e rastros do que, provavelmente, seja uma paca ou porco do mato. O visual é deslumbrante, o céu está complemente azul e a cadeia montanhosa do parte dos Três Picos (Cachoeiras, Friburgo, Petrópolis e Teresópolis) forma uma belíssima moldura.





















                              Link para Trilha no Wikloc
                                                                            Pousada Águas Cristalinas





segunda-feira, abril 13, 2015

Trekking no Alto do Mourão (Pedra do Elefante)

Nosso dia começou tarde, perdemos a hora de saída o que nos custou grande parte da manhã, o objetivo, o Alto Mourão. A aventura começa em torno de sua denominação: Pedra do Elefante, Falso Pão de Açúcar ou Pedra do Telégrafo, a pedra símbolo do Parque Estadual da Serra da Tiririca é frondosamente notada tanto da praia de Itacoatiara quanto serve de referência para as praias de Itaipuaçu, Maricá e Ponta Negra.


Do alto da Pedra do Elefante, cume à 418m, a deslumbrante vista é de 360º e nos revela as praias de Itaipuaçu, Maricá, Itacoatiara, Itaipu, Camboinhas, Piratininga, as lagoas de Itaipu e Piratiningas, seus respectivos bairros, a zona Sul do Rio de janeiro, desde o Pão de Acúcar até a Pedra da Gávea, é indescritível. De sua testa, à 412m Itaipuaçu, Maricá, Ponta do Francês e Ponta Negra, além das ilhas Maricás compõem a divina obra a ser apreciada.

Localizada no Parque Estadual da Serra da Tiririca, a trilha tem seu início no alto da "Serrinha", à partir da estrada que liga os bairros de Itaipu/Niterói a Itaripuaçu/Maricá. Nós optamos por deixar o carro no posto de gasolina no início da estrada da Serrinha, pagamos 1km até cota de 90m, que serão mais 1km até a cota de 10m no retorno. Algumas pessoas deixam o carro às margens da pequena e estreita estrada que não possui acostamento ou área de recuo e fica bastante isolada.
A entrada da trilha/parque, está sinalizada,  tem horário de funcionamento das 08:00h as 18:00h e fica no ponto mais alto da estrada, uns 40m antes do mirante de Itaipuçu, que merece uma visita, para  um prenúncio do que está por vir.

A trilha bem marcada e sem grandes obstáculos possui muitas árvores caídas e pode ser bastante escorregadia em períodos de chuva. Após 600m de subida, a inclinação diminui e se chega à praça do descanso, uma clareira rochosa onde se encontra uma outra placa do parque. Seguindo adiante, notamos um tênue sobe e desce até que, por volta da cota de 312m (+/- 1km) chega-se a uma bifurcação. Opte pelo caminho da esquerda e prossiga em uma acentuada descida pelo trecho que seguramente é o mais escorregadio do trajeto. Já inserido na mata e sem incidência direta do sol, a umidade se faz presente. 200m à frente, uma nova derivação em 3 caminhos, mantenha-se na trilha mais marcada que segue ainda para a esquerda. Neste ponto, a trilha que segue com forte descida, à frente, está interditada (Itacoatiara/bananal), a que sobe à direita(Noroeste) segue em direção à Furna da Solidão (+/-90m a partir deste ponto, em aclive).

Após íngrime descida a trilha volta a subir e passa pelo primeiro mirante, uma parte de rocha que revela mais abaixo o morro do Tucum (Costão) e à direita, na Pedra do Telégrafo, a Furna da Solidão. Vale uma pausa para descanso, fotos e apreciação da vista. 
Seguindo em frente a trilha volta para a mata e em cerca de 130m, à cota de 310m, chega-se ao ponto onde se faz necessária uma escalaminhada.


Uma íngrime subida que, apesar de não ser muito difícil requer bastante atenção pois não permite erros. Mais meia hora e se chega ao último trecho, um trepa-trepa de pedras e raízes à céu aberto e sob marcante incidência do sol mas, já contando com deslumbrante vista ora de um lado, ora de outro e, ao fundo, a visão do gigante de adormecido (Rio de Janeiro) deitado à beira do mar.
No topo, a 418m a vista é total (360º), para onde se olha se vê uma magnânima e deslumbrante vista, algo divino que nos traz, junto à realização da vitória do último obstáculo vencido, a certeza de que há experiências na vida que nada substitui e, estar neste topo é uma delas. Hora de sentar, lanchar, desfrutar e descansar pois há um longo caminho de volta. E este caminho se iniciará pela escalaminhada, temerosa na subida, preocupante na descida mas, com atenção, factível.




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quarta-feira, abril 08, 2015

Trekking na Serra



Nossa aventura tem seu início na belíssima e prazeirosa Pousada Água Cristalina, situada na cidade Cachoeiras de Macacu, às margens do Rio Macacu e inserida na Mata Atlântica, onde montamos nossa base operacional e revigorante.


As 7:30h nos encontramos na rodoviária de Cachoeiras de Macacu com o Felipe, que nos guiou nesta travessia pela Mata Atlântica. 08:45h partirmos, de ônibus serra acima, em direção à cidade Nova Friburgo.


09:20h descemos no meio da serra (866m de elevação) e ingressamos, em fila indiana, na trilha que ali se inicia. Fechada, íngreme e pedregosa além de úmida, fortalece a primeira impressão, que à frente se revela falsa, de uma trilha difícil.



Em 10 minutos encontramos a caixa-d'água (1919) do porto de Registro da antiga linha férrea a 840m de altitude.



As 09:47h nossa surpresa, enterrado na lateral da trilha encontramos o único pedaço de trilho aparente durante todo o trajeto.



Pouco a frente, o Rio Jacutinga se mostra presente sob a primeira ponte da travessia, com piso de madeira sobre a estrutura de ferro ainda da ferrovia, se encontra em bom estado e sem oferecer risco ao caminhante apesar de sua cabeceira vazada e alguns pequenos buracos. À sua direita vemos uma bela cachoeira.



Às 10:11h chegamos a uma ponte bem mais alta (nossa segunda), também em bom estado que nos conduz sobre o Córrego do Tombo. A vista é deslumbrante.
Durante todo o trajeto a vegetação é exuberante e o clima, em função da mata fechada, muito agradável. 

Há uma enorme diversidade da vegetação e, a todo tempo nos deparamos com coloridas flores, diferentes variedades de bambu e incontáveis cantos de distintos pássaros. A trilha é bem marcada e segue descendo sem que saibamos o que nos espera. Fica evidente que, a trilha serve de caminho para escoamento da água de chuvas, o que a reforça ainda mais. Para reforçar este sentimento, repentinamente a trilha se alarga e nos deparamos com um poço no meio desta, seguimos então por um desvio, também bem marcado, à esquerda, que nos permite continuar nossa aventura.

Poucos metros adiante e uma nova derivação à esquerda, descendente, mais fechada e em sentido oposto ao nosso trajeto chama nossa atenção, é a trilha que dá acesso à represa da CEDAE, onde se encontram os rios Jacutinga e Macacu. A trilha chega à lateral de uma pequena e isolada casa azul onde somos anunciados pelos latidos de dois cachorros. 
Nesta casa fica o responsável pela empresa de águas e esgotos que tem como atribuição não só a manobra das válvulas de escoamento e a cloração da água. Este nos recebeu muito bem e foi bastante atencioso conosco. Junto à represa, abandonada pela própria CEDAE uma antiga casa maior, bela mas já com sérios sinais de comprometimento. A represa, como dito, é pequena mas bela. Hora de se refrescar, completar os cantis, apreciar a beleza do local e se assustar com uma pele de cobra, fruto de troca da nativa local.


Voltamos então à trilha principal e, cerca de 50m á frente chegamos à uma clareira gramada onde além de uma placa de referência da reserva dos Três Picos encontramos a antiga edificação da estação ferroviária de Pena, onde ainda se pode encontrar, apesar de bastante desbotada, a inscrição RFFSA - EFL (Estrada de Ferro Leopoldina). Cerca de 300m adiante uma porteira nos anuncia uma precária estrada rodeada de sítios.
Vale ressaltar que, embora não se perceba, passa-se neste caminho por mais 3 pontes, uma delas impressiona por sua engenharia e altura, toda em pedras, encaixadas em forma de arco mas, só perceptível para quem se aventura a descer pelo mato em direção ao rio.

Há mais um trecho gramado que logo se torna uma entediante estrada sem maiores atrativos. Seguimos por ela até o encontro com a RJ-116, cerca de 200m antes da praça do pedágio e à 100m do ponto final de Boca do Mato. Por sorte, vem uma Kombi que realiza transporte coletivo. 15 minutos e já estamos de volta à paradisíaca Pousada Água Cristalina, onde somos recebidos pelos agradabilíssimos proprietários, sempre presentes e prontos para nos atender à todo momento. 
Fechamos aqui, a 280m de altitude e cheios de histórias e belas memórias. Ficou um gostinho de quero mais.





domingo, março 29, 2015

Trekking Poço Samambaia

Nosso passeio tem seu início por volta das 9h e nesta aventura além de mim e da Lanna (minha esposa), contamos com a presença de nossas cachorras Zara (Golden Retriever) e Colie (Beagle bicolor) e de minha sogra. 

À partir do centro de Cachoeiras de Macacu tomamos uma estrada em direção ao Bairro de Boa Vista e seguimos por uma estrada de paralelepípedos por cerca de 15minutos além de outros 10minutos em estrada de terra. Chegamos até uma propriedade particular que facilita o acesso de pedestres em direção ao famoso e belo poço.

À partir da estrada, após passar por uma porteira grande de madeira seguimos cerca de 15 minutos por uma trilha larga e limpa que se inicia em direção a uma pastaria de cavalos e, aí, vale um alerta: pasto de cavalos = Muiiiiiito carrapato. Após cerca de 8 minutos atravessando o pasto ingressamos em uma trilha muito larga, bem limpa de piso coberto de folhas secas e entorno de alta vegetação e muito bambu. Cruza-se alguns olhos d'água e pequenos córregos até que em mais 10 minutos se chega ao poço que tem seu nome originado por uma grande pedra coberta de samambaias que despencam em direção ao mesmo. Raso, com fundo de areia branca e de água muito clara, é um convite tentador ao banho.


De caminha leve e de orientação muito fácil, este é uma passeio recomendado à família e iniciantes.